O DIA DA PAZ

QUATRO DATAS PARA COMEMORAR E INCENTIVAR A BUSCA PELA PAZ!


Dentre as muitas datas comemorativas dedicadas a Paz Mundial, escolhemos algumas mais importantes para falar a vocês: 1 de Janeiro, 25 de Julho, 21 de Setembro e 10 de Novembro.

- Dia 1 de Janeiro - O dia Mundial da Paz, celebra a matriz da paz para o ano todo, e pede a boa vontade entre os povos.

- Dia 25 de Julho - O Pacto de Roerich em defesa da Cultura Internacional, celebra a cultura como sendo a chave para a paz, e pede que mesmo em época de guerra, os prédios onde a bandeira da paz estiver hasteada, sejam respeitados pelos exércitos em guerra, e a cultura seja preservada.

- Dia 21 de Setembro - O dia Internacional da Paz, celebra o dia do cessar-fogo e da não violência em todo o mundo.

- Dia 10 de Novembro - O dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, celebra a busca da criatividade em prol de uma ação efetiva para a paz mundial.


O Dia Mundial da Paz e
da Boa Vontade entre os Homens

Inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz, que foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem em dezembro de 1967, para que o primeiro Dia da Paz fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil, o que aconteceu a partir de 1 de Janeiro de 1968.

O Papa Paulo VI em sua primeira mensagem para este dia, disse: "Dirigimo-nos a todos os homens de boa vontade, para os exortar a celebrar o Dia da Paz, em todo o mundo, no primeiro dia do ano civil, 1 de Janeiro de 1968. Desejaríamos que depois, a cada ano, esta celebração se viesse a se repetir, como augúrio e promessa, no início do calendário que mede e traça o caminho da vida humana no tempo que seja a Paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar o processar-se da história no futuro".


O Dia Universal de Paz e Proteção
aos Tesouros do Gênio Humano

 

O primeiro acordo internacional do mundo a associar a Cultura com a Paz; em 1929, Nicolas Roerich, apresentou em Nova York, "O Tratado Universal de Paz e Proteção aos Tesouros do Gênio Humano" que hoje leva o nome, de "Pacto de Roerich", conhecido também como "A Cruz Vermelha da Cultura". Nas guerras, onde a Cruz Vermelha está atuando, é respeitado como "campo neutro" um local onde não pode haver guerra. Assim é o tratado de Roerich. Onde houver a bandeira da paz, não pode haver destruição de espécie alguma.

A PAZ, AQUI E AGORA !

A mensagem de Roerich é a mensagem dos mestres ascensos, é a mensagem do mestre El Morya e do Senhor Maitreya.

Pura e simplesmente:

"ONDE HÁ PAZ, HÁ CULTURA!
ONDE HÁ CULTURA, HÁ PAZ!"

Assim ele definiu o tratado: "A cultura é o único instrumento para a Paz permanente".

O Pacto de Roerich foi firmado, na Casa Branca em Washington, aos 15 de abril de 1935. Em cerimônia máxima, presidida pelo então Presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Franklin D. Roosevelt. O evento contou com a presença de vinte representantes Latino Americanos. Oswaldo Aranha, na época embaixador do Brasil nos Estados Unidos e amigo pessoal do presidente Roosevelt, assinou o tratado representando o governo brasileiro.

O dia 25 de julho foi o escolhido por não ser uma data política ou religiosa. Este é o dia ideal, pois nesse mesmo dia se comemora o "dia universal da tolerância, do amor e do perdão", tríade sobre a qual se sustentam todos e quaisquer projetos de cultura e de paz.

Precisamos hoje e sempre trabalhar pela cultura e pela paz. Desde tempos imemoriais os guerreiros têm levado bandeiras à guerra, como símbolos de suas leis, de suas crenças e de suas pátrias. Esta bandeira proposta por Roerich, é uma bandeira de cultura e de paz. Ela retrata um dos símbolos mais antigos do mundo.

O símbolo da bandeira da Paz, foi escolhido pelos mestres ascensos. Este símbolo não foi uma criação de Nicolas, ele já existia a muito tempo. Este símbolo faz parte da cultura mundial.

Nesta bandeira da paz, enxergamos ao centro, três esferas cor vermelho-púrpura, (cor rubi - a cor do Espírito Santo) que foram descritas por Nicholas Roerich, como síntese de todas as artes, de todas as ciências e todas as religiões, três atividades sócio-culturais bem abrangentes, todas dentro de um circulo maior, o circulo da cultura, também na cor rubi.


Dalai Lama - divulgador da bandeira da paz

Nicholas também descreveu o círculo como sendo representativo da eternidade do tempo, abrangendo o presente, o passado e o futuro.

No momento em que há uma erosão dos valores espirituais em muitas áreas da atividade humana, a obra de Nicholas Roerich serve como reafirmação inspiradora das mais nobres qualidades humanas: Sabedoria, Beleza e Paz.

Onde houver a boa vontade para atuar em prol do bem geral de todos, então existirá a possibilidade da expansão da cultura. Por que cultura é acima de tudo, “o aspecto da vida coletiva, relacionada à produção e à transmissão de conhecimentos, à criação intelectual e artística. Cultura é o processo ou estado de desenvolvimento social de um grupo, um povo, uma nação, que resulta do aprimoramento de seus valores e instituições. Cultura é a civilização unida trabalhando para o progresso de todos".

Ele definiu a cultura como o cultivo do potencial criativo no homem. Acreditou que alcançar a Paz através da cultura é um propósito para ser realizado através do esforço positivo da vontade humana.

Este sinal da tríade pode ser encontrado em muitos lugares, tem diversas interpretações e possui um caráter universal. Compõe o mais antigo dos símbolos indianos, Chintamani, o sinal da felicidade e, pode-se encontrá-lo no templo do céu de Pequim. aparece nos três tesouros do Tibete, no peito do Cristo Memling, na Madona de Strasbourg, nos escudos dos cruzados e no brasão dos templários.

Aparece como símbolo em inúmeros sistemas filosóficos, pode ser encontrado nas imagens de Gessar Khan e Rdje Djapo, no Tanga de Tirmulani e no brasão de alguns Papas. Ainda nos trabalhos de Ticiano e de antigos pintores espanhóis, nos velhos ícones de São Nicolau em Bari. É também encontrado no brasão da cidade de Samarcanda, em antigüidades etíopes e coptas, nas rochas da Mongólia, em anéis Tibetanos, em todos os países Himalaios e nas cerâmicas da era neolítica. É visível em bandeiras orientais.

Nada poderia então ser mais apropriado para figurar na bandeira da Paz do que este símbolo, que não é um mero ornamento, mas um sinal que carrega consigo profundo significado. Ele existe há imensuráveis períodos de tempo, e pode ser encontrado no mundo todo. Ninguém pode, portanto, alegar que ele pertença a qualquer seita, credo, partido político ou tradição particular. Representa todas as tradições espirituais e a evolução da consciência em todas as suas várias fases.

Hoje, onde quer que a bandeira da paz por proposta Roerich for hasteada, se reconhece o grande alcance do passado, do presente e do futuro.


Museu de Roerich em Moscou

Estimula o indivíduo a esforçar-se para realizar o seu alto potencial, embelezando todos os aspectos da vida. Estimula cada pessoa a tomar responsabilidade pela evolução do planeta, o que significa ser o construtor da paz, simboliza a transformação do indivíduo e da sociedade. Representa a cooperação - pedra angular da cultura planetária emergente - em todos os aspectos da atividade humana. Quando a questão é a defesa dos tesouros artísticos e culturais do mundo, nenhum outro símbolo poderia ser melhor do que este, pois é universal, de uma antigüidade ilimitada e carrega em si o significado que deve encontrar morada no coração de todos.

As esferas lembram o corpo físico, o espírito e a mente,
e o círculo o livre-arbítrio, que é nossa consciência volitiva.

A idéia de defender a paz, a mais bela manifestação da cultura, e as criações do gênio humano, é nobre e essencial. Exige esforço de cada um de nós, hoje, amanhã e sempre. Devemos praticar ações que possibilitem a sua realização, conscientizando-nos da importância da cultura e da paz, que são expressões sinônimas, daí a instituição do dia 25 de julho como o dia Municipal da Cultura e da Paz, e a adoção da Bandeira da Paz, como símbolo maiúsculo dessa idéia.

VOCÊ TAMBÉM PODE INSTITUIR O DIA MUNICIPAL DA  CULTURA E DA PAZ EM SEU MUNICÍPIO

O web site dos Terapeutas Especializados, no endereço: www.ahau.org/bandeiradapaz.0.html, traz uma excelente proposta para levarmos aos vereadores do nosso municipio, para que a nossa cidade adote a bandeira da paz, instituindo o dia 25/07 como o dia municipal da Cultura e da Paz.


O Dia Internacional da Paz

Declarado pela ONU em 1981, O dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de Setembro. Em 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: "Há vinte e cinco anos, a Assembléia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas para que as pessoas pensem na paz, mas sim, que façam também algo a favor da paz."


O Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento

A data de 10 de novembro, foi instituída em 2001, pela Unesco, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, com um objetivo aparentemente simples, mas cada vez mais relevante: refletir sobre o papel da ciência no desenvolvimento sustentável e na promoção da paz e do desenvolvimento, visando à melhoria das condições de vida das pessoas.


TEXTO OFICIAL DO PACTO ROERICH


Imagem do Documento Oficial
do Pacto de Roerich na Casa Branca


As Altas Partes Contratantes, animadas pelo propósito de prestar forma convencional aos postulados da Resolução aprovada em 16 de dezembro de 1933, por todos os Estados representados na Sétima Conferência Internacional dos Estados Americanos, realizada em Montevidéu, a qual recomendou aos Governos da América que ainda não o tenham feito, que assinem o Pacto Roerich, iniciado pelo Museu Roerich nos Estados Unidos e que tem como objetivo a adoção universal de uma bandeira, já composta e amplamente conhecida, a fim de, assim, preservar em qualquer tempo de perigo todos os monumentos imovíveis nacionais ou pertencentes a particulares, que formam o tesouro cultural nas nações, resolveu concluir um tratado com esse fim em vista e, para levar a efeito o fato de que os tesouros da cultura sejam respeitados e protegidos em época de guerra e de paz, acordam sobre os seguintes artigos:

ARTIGO I - Os monumentos históricos, museus, instituições científicas, educacionais e culturais são considerados neutros e, como tal, serão respeitados e protegidos pelos beligerantes. O mesmo respeito e proteção serão devidos aos funcionários das instituições acima mencionadas. O mesmo respeito e proteção serão devidos aos monumentos históricos, museus, instituições científicas, artísticas, educacionais e culturais em tempo de guerra como em tempo de paz.

ARTIGO II - A neutralidade e respeito devidos aos monumentos e instituições mencionados no artigo precedente, serão reconhecidos na totalidade da extensão dos territórios sujeitos à soberania de cada um dos Estados signatários e concordantes, sem qualquer discriminação com respeito à lealdade de cada Estado para com tais monumentos ou instituições. Os respectivos governos concordam em adotar medidas de legislação interna necessárias para assegurar a proteção e o respeito.

ARTIGO III - A fim de identificar os monumentos e instituições mencionados no artigo I, pode ser feito o uso da bandeira distintiva (círculo vermelho com três esferas vermelhas dentro do círculo, em fundo branco) segundo o modelo anexo a este tratado.

ARTIGO IV - Os governos signatários e concordantes com este tratado, enviarão à União Panamericana, à época da assinatura do acordo, ou em qualquer tempo após, a lista dos monumentos e instituições para os quais desejam a proteção acordada neste tratado. A União Panamericana, ao notificar os Governos que assinam ou acordam, igualmente enviará uma lista dos monumentos e instituições mencionados neste artigo e informará aos outros Governos a respeito de quaisquer alterações na dita lista.

ARTIGO V - Os monumentos e instituições mencionados no artigo I cessarão de gozar dos privilégios reconhecidos no presente tratado, caso passem a ser utilizados para propósitos militares.

ARTIGO VI - Os Estados que não assinarem o presente tratado na data em que for aberto às assinaturas, podem fazê-lo ou a ele aderirem a qualquer tempo.

ARTIGO VII - Os instrumentos de acordo, bem como os de ratificação e rompimento do presente tratado, serão depositados junto à União Panamericana, que comunicará o aviso do ato do depósito aos outros Estados signatários ou concordantes.

ARTIGO VIII - O presente tratado pode ser rompido a qualquer tempo por quaisquer dos Estados signatários ou concordantes, e o rompimento será efetivado três meses após a solicitação haver sido encaminhada aos outros Estados signatários ou concordantes.

Pela Argentina:

FELIPE A. ESPIL

Pela Bolívia:

ENRIQUE FINOT

Pelo Brasil:

OSWALDO ARANHA

Pelo Chile:

M. TRUCCO

Pela Colômbia:

M. LOPEZ PUMAREJO

Pela Costa Rica:

MAN. GONZALEZ Z

Por Cuba:

GUILLERMO PATERSON

Pela Rep. Dominicana:

RAF. BRACHE

Pelo Equador:

C. E. ALFARO

Por El Salvador:

HECTOR DAVID CASTRO

Pela Guatemala:

ADRIAN RECINOS

Pelo Haiti:

A. BLANCHET

Por Honduras:

M. PAZ BARAONA

Pelo México:

F. CASTILLO MAJERA

Pela Nicarágua:

HENRI DE BAYLE

Pelo Panamá:

R. J. ALFARO

Pelo Paraguai:

ENRIQUE BORDENAVE

Pelo Peru:

M. DE FREYRE Y S.

Pelos Estados Unidos:

HENRY A. WALLACE

Pelo Uruguai:

J. RICHLING

Pela Venezuela:

PEDRO M. ARCAYA

Em testemunho disto, os Plenipotenciários abaixo assinados, após haverem depositado seus plenos poderes encontrados em forma devida e apropriada, assinam este tratado em nome de seus respectivos governos e afixam aqui seus selos, nas datas que aparecem apostas às suas assinaturas.

Assinaram naquele momento os países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Estados Unidos da América, Uruguai e Venezuela, através de seus presidentes ou
representantes, presentes na Convenção.

CONSIDERANDO que o dito tratado haja sido devidamente ratificado pelos Estados Unidos da América, cujo instrumento de ratificação foi depositado junto à União Panamericana em 13 de julho de 1935;

E CONSIDERANDO que o dito tratado haja sido devidamente ratificado igualmente pela República de Cuba, cujo instrumento de ratificação foi depositado junto a União Panamericana em 26 de agosto de 1935;

AGORA, PORTANTO, Seja conhecido que eu, Franklin D. Roosevelt, Presidente dos Estados Unidos da América, fiz com que o dito Tratado fosse tornado público com o fim de que todos e os mesmos artigos e cláusulas possam ser observados e cumpridos em boa fé pelos Estados Unidos da América e seus cidadãos.

EM TESTEMUNHO DISTO, afixei o Selo dos Estados Unidos da América.

FEITO na cidade de Washington neste vigésimo quinto dia de outubro do ano de Nosso Senhor de mil novecentos e trinta e cinco, e centésimo sexagésimo ano da Independência dos Estados Unidos da América.

FRANKLIN D. ROOSEVELT

Pelo Presidente: CORDELL HULL - Secretário de Estado.


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