Reencarnação e Karma –
Razões Para Acreditar
Eu não acreditei em
reencarnação quando ouvi sobre o assunto pela primeira vez. Eu
me perguntava como as pessoas podiam acreditar nisso em uma época
moderna, industrial e científica como esta. Quanto mais lia a
respeito do assunto, entretanto, mais evidências encontrava.
Agora eu acredito na
reencarnação, porque as evidências e as razões para isto, são
muito grandes. Eu gostaria de compartilhar com vocês, essas
evidências e razões:
Em primeiro lugar,
as evidências religiosas
Hoje em dia os
Cristãos não creem na reencarnação porque não está na Bíblia.
Eles não sabem, no entanto, que os primeiros Cristãos acreditavam na
reencarnação e que as referências à reencarnação foram removidas da
Bíblia. Conforme disse São Jerônimo, “as transmigrações
(reencarnações) das almas foram ensinadas à muito tempo entre os
primeiros Cristãos, como uma doutrina esotérica e tradicional, a
qual era divulgada apenas para um pequeno número de eleitos.”
Os eleitos incluíam
alguns dos primeiros Papas da Igreja
São Gregório de
Nyssa acreditava que “é absolutamente necessário que a alma seja
curada e purificada; e que se isso não ocorresse durante a vida na
Terra, deveria ser realizada em vidas futuras”. São Clemente de
Alexandria também apoiava essa crença; mas talvez, a pessoa mais
associada com o princípio da reencarnação, fosse o seu pupilo,
Origen.
“A Enciclopédia
Britânica declara que Origen era o mais proeminente de todos os
Padres da Igreja, com a possível exceção de Agostinho, enquanto São
Jerônimo certa vez o considerou como “o melhor professor da Igreja,
depois dos apóstolos”.
São Gregório de
Nyssa denominou-o “o príncipe do conhecimento Cristão no
terceiro século”. De fato, o conhecimento de Origen sobre as
Escrituras era inigualável. Em seus escritos, Origen comenta em
todos os livros, praticamente cada palavra das Escrituras. Antes de
qualquer coisa, Origen era um filósofo Cristão que sintetizou suas
análises bíblicas e foi o primeiro a criar um sistema de Doutrina
Cristã.
E o seu sistema,
incluía a doutrina da reencarnação. No seu livro “Sobre Os
Primeiros Princípios” “On First Principles”, podemos encontrar a
expressão de sua crença na reencarnação e na lei do karma: "Cada
alma vem a este mundo fortalecida pelas vitórias ou enfraquecida
pelas derrotas de sua vida anterior ... Suas ações neste mundo
determinam seu lugar nesse mundo (na terra) o qual deve seguir a
este . . .”
Apesar de Origen ser
considerado um dos mais proeminentes de todos os padres da
Igreja, existiram aqueles, dentro da Igreja, que não acreditavam na
doutrina da reencarnação e que, após a morte de Origen,
veementemente atacaram suas doutrinas, criando uma controvérsia, a
qual não estava oficialmente resolvida até o Quinto Conselho
Ecumênico de Constantinopla em 553 D.C., mais de um século e meio
depois.
O Conselho
supostamente decidiu contra Origen e declarou a doutrina da
pré-existência (e, por consequência, da reencarnação) herege. Eu
digo “supostamente” porque existem algumas dúvidas se Origen foi
realmente condenado. Historiadores eclesiásticos de todos os séculos
permanecem divididos nessa questão nebulosa.
Em Romanos 9:11-13
fornece outro bom exemplo da fé na pré-existência, e
provavelmente, reencarnação, na Bíblia. Ainda que estivessem no
útero materno, Deus disse; “Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei
a Esaú”.
Desde que Deus disse
ter amado Jacó e detestado Esaú, antes que tivessem nascido e
antes que pudessem ter feito alguma coisa boa ou má nesta vida, isso
claramente indica que eles têm que ter existido antes, quando então,
fizeram alguma coisa boa ou má, para serem amados ou detestados por
Deus.
Em Revelações 3:12,
Jesus disse “Àquele que se superar, eu farei um pilar no templo
de meu Deus, e ele não mais sairá”. “Ele não mais sairá” isto tem um
ou dois significados para mim, mas nenhum deles a Igreja aceitaria.
Não precisar sair do templo de Deus novamente, implica que uma vez
nós já estivemos dentro dele – ou seja, nós somos todos “Adões” e
“Evas” que caíram do Paraíso. Por outro lado, “não mais sair” pode
significar que não há mais necessidade de reencarnar, de deixar o
reino espiritual novamente para encarnar na Terra.
Há outras passagens
Bíblicas que indicam a crença na pré-existência e provavelmente
reencarnação. A maioria das referências a essas doutrinas foram
provavelmente removidas da Bíblia.
O Imperador
Justiniano pode ter sido o responsável por essas remoções. Ele
foi responsável pela excomunhão dessas doutrinas. Alguns acreditam
que o Imperador Constantino retirou todas as referências da Bíblia
no Conselho de Nicéa, e que a única prova encontra-se sob as cinzas
biblioteca de Alexandria, que foi incendiada.
Outro motivo para a
fé na reencarnação são os anos “perdidos” de Jesus. Dezessete
anos, mais que a metade da vida de Jesus, estão inexplicados. Onde
estava Jesus entre as idades de 20 e 30 anos? Como podemos ter tanta
informação sobre os 3 últimos anos da vida de Jesus e não termos
nada sobre os dezessete anos anteriores?
Se Jesus estivesse
em sua terra natal durante esses dezessete anos, certamente
alguém o teria visto ou ouvido alguma coisa e teria sido registrado.
Mas não há nada. Nada foi registrado porque Jesus não estava lá.
Onde ele estava?
Jesus estava no Oriente! Conforme antigos Manuscritos Tibetanos
vistos por quatro importantes pessoas, Jesus estava na Índia e nos
Himalaias. Ele foi lá para se preparar para sua missão na Palestina.
Ele estudou com sacerdotes brahmanes, que lhe ensinaram coisas as
quais ele usou naquela missão, tais como ensinar a palavra de Deus,
curar e expulsar espíritos malignos etc.
Por que iria Jesus
para o Oriente preparar-se para sua missão a menos que ele
acreditasse em reencarnação e karma? pois essa era a crença e o que
ensinavam por lá!
Nicolas Notovitch,
um jornalista russo, contou que existem sessenta e três manuscritos
no Vaticano sobre o assunto “Jesus no Oriente”. Nicolas foi o
primeiro a descobrir, em 1887, os manuscritos que revelam que Jesus
passou dezessete anos na Índia e Himalaias.
(Se você quiser
aprender mais sobre os dezessete inexplicados anos da vida de
Jesus, eu recomendo a leitura de “Os anos ocultos de Jesus” por
Elizabeth Clare Prophet, Summit University Press, 1984).
Evidências
religiosas da reencarnação podem ser suficientes para os que são
religiosos, mas muitos não creem na reencarnação ou em qualquer
outra coisa, a menos que existam evidências científicas, provas.
Talvez a melhor
tentativa de provar cientificamente a realidade da reencarnação
tenha sido feita pelo Dr. Ian Stevenson. O Dr. Stevenson é
psiquiatra e educador, ex-presidente da Escola de Medicina da
Universidade da Virgínia. Os esforços do Dr. Stevenson, para provar
a verdade da reencarnação, levaram-no a escrever “Vinte Casos de
Reencarnação”.
Um caso envolvia um
menino de quatro anos de idade, do Irã, que conseguia lembrar
sua vida anterior. Após arguir o menino sobre sua suposta vida
passada, Dr. Stevenson levou-o até o povoado onde ele disse que
tinha vivido em sua vida anterior, para verificar se o relato do
menino podia ou não, ser verdadeiro.
A vila ficava a mais
de duzentas milhas de distância e o garoto nunca estivera lá,
nem soubera de sua existência por qualquer pessoa. O menino disse
que havia sido casado durante aquela vida, então o Dr. Stevenson
realizou um experimento, no qual enfileirou as mulheres idosas da
aldeia e perguntou ao garoto com qual delas ele havia sido casado.
O pequeno menino
dirigiu-se até uma das idosas e a chamou por um apelido
carinhoso e secreto, conhecido apenas por aquela mulher e seu
falecido marido. O garoto também se dirigiu a um homem, que havia
sido seu tio na vida anterior, e disse-lhe que havia emprestado
dinheiro a ele e que ele nunca pagara a dívida.
O homem confirmou
que isso era verdade e questionou-se de como o menino poderia
saber sobre isso. Muitas outras coisas, relatadas pelo menino ao Dr.
Stevenson provaram-se verídicas. Uma vez que o garoto não tinha
meios de saber sobre elas nessa vida, ele ter vivido lá, em uma vida
anterior, é a melhor explicação de como ele poderia saber dessas
coisas.
Outro caso envolve
também um garoto. Não é um dos casos do Dr. Stevenson, mas
também sugere fortemente a reencarnação como a melhor explicação
para o fenômeno. Nesse caso, os pais de um menino israelense de dois
anos de idade, observaram que seu filho começara a dizer palavras
que eles não entendiam.
Na tentativa de
descobrir qual idioma o menino estava falando, o pai levou-o a
um professor de idiomas na Universidade Israelense. O professor
disse que o garoto estava usando palavras que eram usadas no tempo
do Rei Davi há mais de 3.000 anos atrás!
Desde que ninguém
nessa vida havia ensinado a ele essas palavras, como ele poderia
conhecê-las, a menos que tivesse vivido no tempo do Rei Davi, quando
esse idioma era falado?
Sob hipnose, as
pessoas têm sido capazes de falar fluentemente idiomas estrangeiros,
sobre o qual nada sabem quando estão conscientes. Como isso é
possível? A explicação mais provável, é que em uma vida passada,
essas pessoas viveram no país onde o idioma é falado. A hipnose pode
ser usada para obter evidências da reencarnação. Através da
regressão hipnótica alguém pode ser levado a regressar no tempo.
Se a reencarnação é
verdade, uma pessoa pode ser levada de volta para uma vida
passada. Se alguém que regressa, revela informações sobre uma vida
passada recente, que pode ser verificada através de pesquisa, isto
pode ser evidência para reencarnação.
(Atenção - Elizabeth
Clare Prophet desaprova a utilização da regressão para contato
com as vidas passadas. Ela afirma que isto traz à tona, o karma
negativo da vida passada visitada em regressão, quando ainda não
estamos preparados para trabalhar tal karma.)
Muitas pessoas já
tiveram uma experiência de “deja vu”. Um lugar onde nunca
estiveram antes, é percebido como muito familiar. Para alguns a
experiência é tão forte que podem descrever em detalhes um lugar
antes mesmo de vê-lo. Reencarnação é a explicação mais plausível
para essas experiências.
Eles sabem como é um
lugar que nunca haviam visto antes, porque realmente estiveram
lá antes, numa vida passada. O General Patton acreditava em
reencarnação. Ele disse que, quando estava na Sicília durante a II
Guerra Mundial, ele sabia como era o terreno lá porque lembrava dele
do tempo em que fora um soldado romano.
Um extremo interesse
em um período histórico pode indicar reencarnação. Eu conheço
alguém que tem um interesse muito forte na Revolução Americana.
Muitos dos romances que lê são romances históricos sobre esse
período.
Ele construiu um
rifle como os usados na época e tem feito outras coisas que
mostram sua atração por esse período. Eu também conheço outra pessoa
que tem fascinação por, e um grande conhecimento, sobre a Guerra
Civil.
Alguns têm um
interesse tão intenso pela Guerra Civil, que se unem à grupos,
vão onde as batalhas aconteceram, vestem-se com roupas da época e
reencenam as batalhas.
Por que algumas
pessoas têm um interesse tão intenso em certos períodos históricos?
Eu acredito que para alguns deles, é porque já viveram durante
esses períodos e o que vivenciaram, teve um efeito tão poderoso
sobre eles, que ainda hoje, exerce influência sobre suas vidas.
Reencarnação pode
explicar melhor os interesses e os talentos vocacionais de uma
pessoa. Mozart, por exemplo, conseguia compor aos cinco anos de
idade. Acredito que ele conseguia fazer isso porque tocara piano e
compusera músicas durante muitas vidas. Ele pode ter tido centenas
de anos de experiência.
Mozart não estava
compondo pela primeira vez aos 5 anos de idade. Alguns poderiam
dizer que sua genialidade era um dom de Deus. Mas porque Deus faria
de um homem um gênio e ninguém mais? ou alguns poucos? Isto é justo?
Eu creio que um
talento para música, ou qualquer outro talento, é um dom dado
por Deus, mas também acredito que é necessário um longo tempo,
muitas vidas, para desenvolver este talento até o nível da
genialidade.
Qualquer que seja
seu interesse vocacional ou habilidade, seja como médico,
enfermeiro, carpinteiro, fazendeiro, soldado, músico, professor,
pregador, religioso etc. – você provavelmente desenvolveu este
interesse e habilidade em vidas passadas.
Minha vocação é
astrologia. De onde veio esse interesse e habilidade? O senso
comum diria que é resultado de influências genéticas e ambientais.
Mas ninguém que eu conhecesse me influenciou – nenhum familiar,
amigo ou professor – porque ninguém que eu tenha conhecido tinha
qualquer conhecimento de, ou interesse por, astrologia ou de meus
outros grandes interesses, como os Mestres Ascensos e seus
ensinamentos.
Eu acredito que a
reencarnação fornece a melhor explicação para a minha habilidade
na astrologia e no meu interesse pelos Mestres Ascensos – ambos
desenvolvidos em vidas passadas.
Astrologia, por si
só, é um excelente argumento a favor da reencarnação. Um
astrólogo, por exemplo, pode dizer olhando um mapa de nascimento, se
a pessoa tem muito medo, raiva ou qualquer outra característica
negativa.
Deus não dá medo,
raiva ou qualquer outra característica negativa aos bebês, ainda
assim estão indicadas nos mapas construídos para o momento do
nascimento. De onde vêm essas características? Elas vêm de vidas
passadas!
Se um indivíduo teve
muito medo ou raiva numa vida passada, ele ou ela, traria essa
característica consigo para essa vida. A razão para o mapa de
nascimento de um bebê já indicar uma personalidade única e caráter
com certas forças e fraquezas, é porque isto foi criado pelo
indivíduo em vidas passadas.
“O Amor à primeira
vista” pode ser explicado pela reencarnação. Por que algumas
pessoas têm essa experiência? Talvez porque, embora seja "à primeira
vista" nessa encarnação, não foi o primeiro encontro.
Duas pessoas se
encontrando pela primeira vez na vida atual podem ter-se
conhecido e desenvolvido uma forte ligação emocional ao longo de
muitas vidas. Eles podem ter sido casados um com o outro. Podem ser
chamas gêmeas (almas gêmeas) que se conhecem e se amam desde sua
criação.
Quando se encontram
pela primeira vez na encarnação presente, podem ter um
sentimento profundo pelo outro, pois seu amor desenvolveu-se ao
longo de centenas, talvez milhares de anos. Chamas gêmeas sugerem
reencarnação. Se a reencarnação não é uma realidade, e nós temos
apenas uma vida, porque não estão todos com suas chamas gêmeas, suas
outras metades?
Por que estaríamos
com outra pessoa qualquer? Milhões de pessoas não são casadas e
muito poucos daqueles que estão casados amam-se da forma como as
chamas gêmeas o fazem. Estatísticas de divórcio não indicam
relacionamentos entre chamas gêmeas.
A reencarnação nos
ajuda a compreender porque existem problemas de relacionamento e
porque é extremamente importante resolver esses problemas. Pessoas
casadas, por exemplo, podem estar tendo um matrimônio karmico.
Aqueles que têm um
relacionamento karmico, têm karma, um com o outro, porque mal
trataram um ao outro em uma vida passada. Quando aquela vida
terminou, eles ainda tinham problemas em seu relacionamento e fortes
sentimentos negativos, como raiva, ódio, ressentimento, entre eles.
A morte não acaba
com seus problemas. A Lei Divina exige que eles se encontrem,
provavelmente em casamento, para então resolver seus problemas e
aprender a perdoar e a amar incondicionalmente um ao outro.
Desafortunadamente, não é isso que acontece com muitas pessoas.
Em vez de equilibrar
seu karma, um com o outro, e superar seus sentimentos negativos
para com o outro, muitos criam problemas ainda piores. Muitos passam
anos juntos aumentando seus sentimentos negativos um pelo outro e
criando cada vez mais karma, karma, que deverá ser resgatado em
algum momento no futuro.
Divórcio, embora às
vezes melhor, não é uma solução, nem uma fuga, porque a lei
divina exigirá que continuem se encontrando em vidas futuras, até
que não mais tenham qualquer pensamento ou sentimento negativos
contra o outro.
Se as pessoas
soubessem que isso é verdade, elas fariam tudo o que pudessem
para resolver seus problemas e eliminar todos os pensamentos e
sentimentos negativos, um pelo outro.
Acredito que existem
evidências suficientes para uma crença na reencarnação. Mesmo
que as evidências não fossem tão fortes como o são, todavia, existe
um outro bom motivo para acreditarmos nisto, e isto é, porque este é
o único sistema que é perfeitamente justo, lógico e correto.
Deus é perfeito,
então, Sua justiça tem que ser perfeita. Ainda que muito do que
acontece com as pessoas não pareça justo e adequado. A doutrina da
reencarnação e do karma é a única explicação do porquê é justo,
quando não parece ser.
Considere, por
exemplo, as injustiças de nascimento. Se a reencarnação não for
verdade e nós tivéssemos apenas uma vida para viver, então, a coisa
mais justa a fazer, seria dar a todos, um mesmo começo.
Se duas pessoas
estivessem disputando uma corrida, seria justo a uma delas, ter
de começar no ponto de partida, e a outra na linha de chegada? Não,
é claro que não, mas esta é maneira que parece acontecer às vezes.
Se existisse apenas uma vida, então todos deveriam receber um começo
igual e por conseguinte, justo. E por exemplo, uma criança que
nasceu de pais terríveis, numa vizinhança horrível e outra criança
que nasce com pais maravilhosos e num ambiente lindo!
Uma criança é
severamente mal tratada por seus pais, junta-se a uma gang no
gueto em que mora e tem uma morte violenta em idade ainda jovem. A
outra criança é amada, recebe excelente educação e é espiritualmente
orientada. Essa criança tem uma vida longa, feliz e produtiva e
experimenta um enorme crescimento pessoal. As duas crianças
receberam chances iguais para ir ao paraíso, se elas tiverem apenas
uma vida para provar a si mesmas que são dignas?
Como alguém pode
esperar que a criança mal tratada chegue ao paraíso, se ela
nunca recebeu o que precisava para chegar até lá? Por que uma
criança foi extremamente mal tratada e a outra grandemente amada? A
doutrina da reencarnação pode oferecer a resposta. Talvez a criança
que foi grandemente mal tratada tenha mal tratado seus próprios
filhos em uma vida anterior.
Nessa vida ele teve
de experimentar o inferno em que suas crianças passaram, para
que ele possa ver como eles se sentiram quando ele as maltratou.
Reencarnação é o sistema mais misericordioso porque dá à criança
abusada outra chance, outra vida para receber o amor, nutrição e a
educação que precisa e nunca recebeu. E dá ao ofensor a oportunidade
de aprender com seus erros e mudar sua atitude.
Outra injustiça de
nascimento, a qual a reencarnação explica, é a saúde física
diferente. Por que uma criança nasce saudável e forte e outra com
uma limitação física? Se tivéssemos somente uma vida, não seria
justo para todos nascermos com as mesmas condições de saúde?
Por que alguns têm
de viver uma vida inteira com alguma limitação física ou
mentalmente retardados?
Reencarnação e karma
proveem uma resposta para a questão do porquê existem injustiças
de saúde ao nascer. Alguns nascem com incapacidades que causaram a
outrem em uma vida anterior. Tendo a mesma incapacidade, eles
aprendem como foi para a pessoa a quem causaram danos físicos, assim
não vão querer fazê-lo novamente.
Reencarnação e karma
não explicam apenas as injustiças de nascimento, mas também
explicam o porquê das coisas ruins ocorrem durante a vida de alguém,
que não parecem merecidas.
As pessoas
perguntam: por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?
Existe um livro cujo título é esta pergunta. A resposta a esta
questão é que “este é o seu karma”. Karma é a Lei de Causa e Efeito.
Nós colhemos o que semeamos (Gálatas 6:7). Nem sempre, entretanto,
nós colhemos o que plantamos, durante a mesma vida.
Aqueles que vivem
pela espada, nem sempre morrem pela espada na mesma vida em que
tiraram a vida de outrem. Quando nosso karma (tanto positivo, quanto
negativo) não retorna a nós durante a vida em que foi criado,
retornará em uma vida futura.
Esta é a razão pela
qual acontecem coisas ruins para pessoas boas. Quando alguma
coisa trágica acontece a pessoas que não parecem merecer, como
acidentes mutiladores ou morte, pode ser o retorno do karma sobre
eles.
Parece injusto
somente porque nós não vemos a causa karmica, o que eles
semearam, ou agiram errado, em uma vida passada.
Karma nunca tem a
intenção de castigar, apenas de educar. Sócrates disse, “O homem
tem de sofrer para se tornar sábio”. Karma significa que precisamos
ter total responsabilidade por qualquer coisa que nos aconteça. Não
podemos culpar aos outros ou a Deus.
Não podemos dizer
que nunca fizemos nada para merecer isto, que é injusto, incorreto.
A “Lei do Karma” mostra-nos que não há injustiça em qualquer
lugar do universo. Se alguma coisa nos acontecer, que nos pareça
imerecida e injusta, pode ser que a causa seja o resultado de nossas
ações em uma vida passada.
Sabendo disso, não
devemos nos tornar críticos e supor que quando alguma coisa de
ruim acontece com alguém, que isto deva significar que fizeram algo
negativo numa vida passada, ou sentirmo-nos culpados se algo de ruim
nos acontecer.
Algumas vezes
algumas pessoas têm vidas mais difíceis que outras, não porque
são piores que as outras, mas porque escolheram equilibrar mais
karma do que as outras.
Eles podem querer
resgatar mais karma, equilibrando o karma de muitas vidas, em
uma única vida. Também pode ser que elas sofram porque, como Jesus e
alguns dos grandes santos, escolheram ajudar a equilibrar o karma da
humanidade (o karma coletivo/planetário). Ou talvez as razões para
estarem tendo problemas difíceis, seja porque como aconteceu com Jó,
sua fé, paciência, perseverança e forças, estejam sendo testadas.
A doutrina da
reencarnação e do karma faz mais sentido do que o sistema de
crença que temos hoje. Jesus disse (Mateus 5:48), “Sejam vocês
então, perfeitos, assim como Vosso Pai, que está no céu, é
perfeito”. Se quisermos ir para o céu para estar com nosso Pai,
precisamos nos tornar como Ele, que é perfeito.
Se tivermos somente
uma vida, o que acontece com o bebê ou qualquer um que morra na
juventude? Eles não tiveram o tempo que necessitavam para crescer,
amadurecer e auto aperfeiçoarem-se.
Além disso, aqueles
que morrem antes de se tornarem adultos, não envelheceram o
suficiente para tomar decisões adultas, e portanto, não têm idade
suficiente para serem responsáveis por seus atos, que determinariam
se iriam para o céu ou para o inferno.
Mesmo aqueles que
chegam à maturidade, não têm tempo suficiente para se
aperfeiçoar (em uma única encarnação). O ego humano nunca poderá ser
perfeito.
Aperfeiçoar-se a si
mesmo, é finalmente tornar-se em Sua Elevada Divina Presença Eu
Sou, que já é perfeita. Quantas pessoas você conhece que são como
Jesus e os santos, e que preenchem os critérios de perfeição?
A vida é uma sala de
aula. Cada vida é como um ano, ou um grau na escola. Da mesma
forma que você não espera um aluno do jardim de infância, de cinco
anos de idade, aprendendo tudo que precisa saber para graduar-se em
um curso superior, e obter um PHD, você não pode esperar que alguém
aprenda tudo o que precisa, em uma só vida/encarnação.
As crenças na
pré-existência e reencarnação, já foram parte do Cristianismo, e
eu creio que deveriam ser novamente. Existem evidência suficiente e
há bons motivos para isso. A Verdade eventualmente prevalecerá.
Se você ainda não
acredita em reencarnação, não se preocupe, pois você terá uma
nova chance em sua próxima encarnação!
Elizabeth Clare
Prophet
Do livro -
Reencarnação, o Elo Perdido do Cristianismo
por Elizabeth Clare Prophet e Patrícia R. Spadaro
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www.eusouluz.com.br -
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