O QUE OS MESTRES ASCENSOS DIZEM SOBRE...

OS FALSOS ENSINAMENTOS DESMASCARADOS
– Um Exposé de Falsos Ensinamentos –


Pérola de Sabedoria Vol.19 No. 13 - Kuthumi e os Irmãos do Manto Dourado - 1976

A todos aqueles que estão dispostos a dar suas vidas para que a verdade possa viver: “Porque quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo Evangelho, salvá-la-á!”. Marcos 8:34-36

Na longa história da usurpação, pela fraternidade negra, do poder de Cristo, da sabedoria de Cristo e do amor de Cristo, há eventos desconhecidos e não registrados nos anais da humanidade. 

Dos arquivos da Grande Fraternidade Branca, nós, portanto, apresentamos esses eventos que precisam ser conhecidos e registrados para que os filhos e filhas de Deus e as crianças de Deus possam cumprir o seu destino ígneo, no ciclo de mil anos, inaugurado pela missão das duas testemunhas. 

Falemos agora das muitas almas que testemunharam em nome de Cristo e da hierarquia e que pagaram o preço máximo com o sacrifício supremo. Falemos daqueles que deram suas vidas para que a verdade e a liberdade pudessem viver. 

E digamos com Abraham Lincoln, patriarca da Nova Israel: nós viveremos, nós amaremos e nós sacrificaremos ao máximo a mente carnal “para que estes mortos não tenham morrido em vão” (discurso de Abraham Lincoln em Gettysburg, 19/11/1863).

Foi o jesuíta Busenbaum que escreveu em 1650: “Quando o fim é legítimo, os meios também são legítimos” (uma mentira da falsa hierarquia). 

A Leitura akashica da vida de Inácio de Loyola (Santo Inácio, fundador da Companhia de Jesus,) revela a preparação, cuidadosa e sagaz, pela falsa hierarquia, de alguém motivado pelas sementes do orgulho espiritual e da ambição espiritual semeadas no subconsciente pelo inimigo, muito antes que ele encarnasse na década final do século XV para fundar, dentro da Igreja, a sociedade ao mesmo tempo sinistra e sagrada, por vezes aprovada e por vezes proibida pelo papa – “A Companhia de Jesus”. 

(A Companhia de Jesus, cujos membros são conhecidos como jesuítas, é uma ordem religiosa fundada em 1534 por um grupo de estudantes da Universidade de Paris, liderados por Inácio de Loyola).

(Akasha - Tudo o que ocorre na Matéria é registrado em akasha – energia etérea que vibra numa determinada frequência para absorver ou registrar todas as impressões da vida. Estes registros podem ser lidos por pessoas com faculdades anímicas desenvolvidas).

Filho mais novo de uma família nobre e abastada, Inácio, por sua própria confissão, era “um homem dado às vaidades do mundo, cujo principal deleite consistia em exercícios marciais, com um grande e vão desejo de obter reconhecimento”. 


Compartilhando o orgulho do seu instrutor (Lúcifer), Loyola era ambicioso na dominação da Matéria, não “pelo Espírito”, mas pela força e pelo poder. 

E até o momento da sua “conversão”, ocorrido durante sua convalescença de ferimentos na perna, sofridos durante sua carreira militar, seu orgulho na conquista material prevalecia e era realmente a expressão da sua sensualidade.

Por uma estranha circunstância do destino, manipulada pelos caídos, Loyola - o espírito orgulhoso, o militante, o organizador fastidioso - agora vestia o manto de austeridades religiosas, submetendo-se a penitências extremas pelos seus pecados, flagelando-se e passando horas em oração ao Senhor. 

Seus fins sendo os fins do seu instrutor, ele provaria às vezes o canal subconsciente e depois consciente de Lúcifer, ele, como um dos sete que fundaram a sociedade em 1540, numa perversão da Consciência Crística, tornou-se o meio de infiltração na Igreja (Católica), com a filosofia do próprio Lúcifer.

É bom lembrar que ao treinar seus representantes, a falsa hierarquia procura fazer de Cristo e das ordens sagradas da Igreja um escárnio mecânico. No orgulho do intelecto, eles citam a Escritura, imitam Cristo e seus seguidores, vestem o habito da auto mortificação, enfatizam todas as virtudes corretas, denunciam vícios e excessos, desposam a humildade como a irmã da obediência, continuando, no entanto, a serem robóticos na sua expressão de ambas.

Mas eles nem sempre se saem bem. Apesar das suas espirais negras e degeneradas, a Companhia de Jesus, hoje em dia, é composta de trinta por cento de filhos da Luz - cuja devoção diretamente a Deus e a seu Cristo, tem protegido suas almas puras, das correntes turvas de consciência que se originaram em Inácio de Loyola. 

Os setenta por cento restantes, consistem em parte de almas das trevas e, em parte, daqueles filhos de Deus que, quer através do orgulho ou da ignorância - sua própria ignorância da lei interior de Cristo, permitiram-se ser programados segundo as formas das almas das trevas.

Os “Exercícios Espirituais” escritos por Loyola, estão repletos das doutrinas do demônio, magistralmente entrelaçadas nos verdadeiros ensinamentos de Cristo. 

Como a sua consciência, que se tornou o campo para semeadura do joio no meio do trigo, seus escritos combinaram de tal maneira a mais intensa Luz, com as mais profundas trevas, que não se podem ser separadas, exceto no dia da colheita, quando o Senhor enviará seus anjos para reunir o trigo da Consciência Crística e amarrar o joio da consciência luciférica, para que ele possa ser consumido no Fogo Sagrado (Mateus 13:24-30; 36-43. Leia ao final deste ditado, na versão “King James”, a aprovada pelos mestres).

Combinando o sentido social com o uso da manipulação mecânica na mente do fundador, a falsa hierarquia tentou usar os votos de pobreza, castidade e obediência como um meio para justificar os fins dos caídos - sendo esses fins, para o controle tanto da Igreja quanto do papa, pelo próprio Arqui-inimigo, que desse momento em diante trabalharia para usar os fundadores como títeres no contexto do esquema maior do Anticristo.

Mas houve uma exceção entre os sete fundadores, que permaneceu integralmente puro aos olhos de Deus e dos homens, aquele que tem sido reverenciado como o patrono dos missionários e permanece até os dias de hoje na Luz e na chama da Companhia de Jesus - São Francisco Xavier.

O complô não estaria completo, sem a aparição dos caídos, numa visão simulada do Senhor Deus e de seu Cristo - isto para convencer seus companheiros e todos que os seguissem, de que a companhia havia sido instituída a partir de Deus, no alto. 

Ele descreveu sua visão de Jesus carregando a cruz nos Seus ombros e, de pé ao Seu lado, o Pai eterno em pessoa, que falou a Jesus e disse: “Desejo que tomes este homem como teu servo”, pelo que Jesus em seguida tomou a Inácio para si, e disse: “É meu desejo que tu nos sirvas”.

Eu (Mestre ascenso Kuthumi), agora declaro ao corpo de Deus (aos filhos de Deus) na Terra, aquilo que é conhecido pelo corpo de Deus no céu, que esta experiência na vida de Inácio de Loyola, não foi com o Espírito Santo e, portanto, não foi um contato válido com o Pai e o Filho. 

Ao contrário, foi uma experiência na qual, estando possuído daquele orgulho que antecedeu a queda (de Lúcifer), ele sucumbiu à adulação de dois membros da falsa hierarquia (impostores do Pai e do Filho), adulação esta, que eles têm usado continuamente, com sucesso, com aqueles que cultuam o psíquico e a personalidade. 

O desejo por adulação e por fenômenos (espirituais), o desejo de obter reconhecimento, e o desejo de austeridades extremas - com frequência um substituto para a renúncia da alma - que nunca são requeridas pelo salvador de almas, mas sim, sempre exigidas pelo sedutor de almas, deixou-o aberto às maquinações psíquicas dos caídos.

Convencido de sua convicção, ele saiu vitorioso, e para vencer “em nome de Cristo”, uma mentira que ele contou a si mesmo exaustivamente, até que sua mentira tornou-se sua verdade. 

Na verdade, ele agiu para satisfazer o desejo insaciável do ego, para obter os poderes do príncipe (Jesus) deste mundo. Os egos de Loyola e Lúcifer, fundiram-se como se fossem um só, vibração por vibração. Infelizmente, as maiores trevas são encontradas nas sombras da Luz mais intensa. 

Saibam, portanto, que onde existe a mais elevada manifestação do Bem Absoluto, existirá a confrontação do mal absoluto - e isto, na arena da mente, do coração e da alma dos próprios filhos de Deus, que evoluem nos planos da Matéria.

Manifestações fanáticas à direita conduzem inevitavelmente à manifestações fanáticas à esquerda. E a oscilação do pêndulo da consciência humana, da direita para a esquerda, da esquerda para a direita, é um movimento da Lei da compensação. 

Pois nos planos da relatividade, na dualidade do falso eu, para cada coisa certa há uma errada, e para cada coisa errada há uma certa. 

Até que a bondade humana e a maldade humana sejam abandonadas em benefício do Bem único, que Cristo declarou ser Deus, sempre haverá essa guerra no interior da alma, da qual Paulo falou: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço - Romanos 7:19".

(Lucas 18:18-19 Certo líder judeu indagou-lhe: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Questionou-lhe Jesus: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus!)

Até que as pessoas se libertem do desejo por conquistas, neste mundo - uns pelos outros, por dinheiro e coisas, por mentes e almas, por nações e objetivos do falso eu - quer na religião ou em movimentos políticos das massas, elas continuarão a reencarnar primeiro à esquerda, depois à direita, então à esquerda e em seguida à direita, carregando seus “momentuns” de zelo carnal, para esta ou para aquela arena de mil e uma causas humanas.

(É como a pessoa que odeia negros, e na vida seguinte nasce como negro, e luta em defesa dos negros... e na outra como branco, odiando negros, e assim ela fica, oscilando de encarnação em encarnação, perdida em ódios e defesas de ideologias humanas, pois estes não são pensamentos do Pai...)

A causa de Deus na Igreja ou no Estado, deixa de ser a causa de Deus, quando as pessoas empregam ódio, hipnose de si mesmas e dos outros, manipulação das massas ou meios incorretos e ilegais para atingirem os seus fins.

Sem a mente de Deus, as pessoas são o produto da subconsciência das massas, vítimas da sua própria mente carnal e dos arqui-inimigos (de Deus) que a personificam. 

Para promover os fins do ego, as pessoas convencem a si mesmas que estão engajadas nas atividades de Deus, quando Deus não tem nada a ver com as suas atividades; e ao iludirem uns aos outros, elas terminam por iludirem a si mesmas. 

A falsa hierarquia lhes diz que elas são servas do Deus Altíssimo. É-lhes dito que elas estão atuando no interior do círculo do santo dos santos, e elas não sabem que saíram da circunferência da Sua consciência, quando em sua justificativa para agirem nos meios pelos quais procuram atingir os seus fins.

Jesus convocou os Seus discípulos do meio de humildes pescadores, dizendo: ”Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”. 

Ele sabia muito bem que um corpo mental arregimentado não poderia ser o instrumento da Mente Crística. Do mesmo modo, a Fraternidade tem usado a Senda Óctupla de Gautama e as técnicas do Zen-Budismo para quebrar a lógica da mente carnal nos devotos do Oriente, cuja orientação por milhares de anos tem sido a busca do conhecimento, muitas vezes em detrimento da compreensão.

Mas com a falsa hierarquia não é assim. Loyola foi bem treinado; e esse treinamento tornou-se a marca do sacerdote jesuíta, apesar de muitas almas sinceras incluírem-se entre os membros da ordem - almas diferentes do fundador - motivadas abnegadamente pela verdade. 

Loyola revestiu suas ambições espirituais e materiais com as humanamente justificáveis prospecções do intelecto, como um meio de servir a humanidade, o que em alguns, mas não em todos os membros da ordem, substituiu a chama da sabedoria e a busca por Deus, pela causa de Deus unicamente.

Não negamos que um dos pontos de maior vulnerabilidade dentro da Igreja tem sido a ignorância das massas. As ordens educadoras, sob a orientação dos Instrutores Mundiais, dos Irmãos do Manto Dourado, do Senhor Maitreya e do Senhor Buda, são essenciais a elevação e a evolução da Consciência Crística nos homens. 

É verdadeiramente o ministério de Cristo e da verdadeira Igreja, educar não apenas ministros e instrutores, mas também as próprias pessoas. A Igreja é obrigada a pregar e ensinar em todas as nações da Terra, para que os filhos de Deus possam ser receptivos à verdade que os libertará, em total desafio de toda ignorância e superstição.

Não obstante, a aparente subserviência da sua sociedade “à maior gloria de Deus” e ao bem das almas, a falsa hierarquia procurou usar a ordem militante de Loyola para fazer da educação, um fim em si mesmo, e não, um meio para a Espiritualidade e a vida espiritual. 

Sua obediência jurada ao papa, “a causa e postulado fundamental” da sociedade, foi um outro hábil plano da falsa hierarquia - não apenas um meio para justificar os fins do controle do Anticristo dentro da Igreja, mas também, um meio de concretizá-los. 

Esta obediência jurada ao vigário de Cristo, conferiu aos jesuítas uma inocência exterior e uma imunidade interior ao seu próprio carma. Deixai-me explicar:

A história da sociedade está repleta de desconfianças, tanto da Igreja quanto de Loyola e de todos os que lhe seguiram. 

Esta desconfiança baseava-se na vibração sinistra que muitos dos seus membros tinham, uma vibração que sempre ficava registrada nas almas dos portadores de Luz, apesar de provas concretas, como fatos e números, nunca terem sido estabelecidas. 

Eles foram expulsos de nação em nação, devido às suas práticas nefastas e a sua luxúria por poder, riquezas e controle do governo e da economia dos Estados. 

Em 1773, a ordem foi desfeita pelo papa Clemente XIV, e foi reinstaurada pelo Vaticano somente em 1814, pelo Papa Pio VII. 
Recentemente, em 1957, os jesuítas foram censurados pelo papa Pio XII, durante a congregação da sociedade realizada em Roma.

Agora, os caídos que controlam a partir do plano astral as manifestações exteriores dos falsos instrutores e seus ensinamentos, sabem que se eles vão atingir seus objetivos, com frequência eles precisam condescender, permitindo que seus representantes manifestem alguma aparência de obediência a Deus e à Suas leis, fazendo eles mesmo, suficiente carma positivo para protegê-los do seu próprio carma negativo.

Ao afirmar sua obediência ao vigário de Cristo, o quarto voto feito pela elite da sociedade, alguns membros da ordem obtiveram tal aceitação, que até foram conduzidos à canonização dentro da Igreja. 

Mais tarde, pelo voto de obediência, eles obtiveram a proteção da Igreja para a sua filosofia e práticas luciféricas dentro das suas próprias paredes. 

Ao aceitar a “Companhia de Jesus” como parte da Igreja, a Igreja estendeu a essa sociedade o seu “momentum” de bom carma, realizado em serviço Crístico e humano. 

Este bom carma impede, então, a descida do mau carma da Sociedade (Companhia de Jesus), sobre si mesma. E a própria presença de portadores de Luz na ordem, foi em si, uma compensação para os trabalhos dos malignos.

É esta a psicologia dos caídos, quando acionam a sua ciência de ponto-contraponto, sempre procurando unir almas de Luz com almas das trevas e vice-versa, a fim de segurar a mão (impedir a descida) do carma iminente; sim, porque eles sabem que os Senhores do Carma sempre protegerão os filhos da Luz. No entanto, esse “sempre”, não é eterno. 

(Os Senhores do Carma são oito Mestres Ascensos que compõem o conselho do carma, que ministra justiça na Terra, aplicando o carma, misericórdia e julgamento para todos que aqui vivem.)

Por haverem tido suficientes oportunidades para se separarem dos caídos e da consciência das massas na alquimia do Cristo, e tendo recusado a obediência ao mandato “Retirai-vos agora do meio deles, e sede um povo separado e escolhido, eleito de Deus” Cor. 6:17, os filhos de Deus (que participam desta sociedade), por escolha própria ou falta de escolha, e pela sua simpatia com os malignos, precisam carregar conjuntamente o retorno cármico dos malignos e da sua prole maligna.

Esta manipulação da sociedade dentro da Igreja “aconteceu” porque a própria Igreja em si, nunca se libertou da mácula da filosofia luciferiana de que “os fins que justificam os meios”. 


Esta mácula estava na consciência do Apostolo Pedro, que foi apontado pelo Senhor como seu primeiro vigário na Terra. Pedro era de uma natureza prática e com frequência agia impetuosamente, do ponto de vista da necessidade do momento, em vez de agir a partir da fundação do Espírito Santo e daquilo que era honrado à vista de Deus.

Apesar de ter defendido o seu Senhor, dizendo: “Por ti darei a minha vida”, Jesus sabia que seu fervor não estava alicerçado na sua mestria Crística, mas sim, na sua crença infantil em Cristo. 

Não foi ele quem tentou negar ao seu Senhor, o supremo sacrifício da crucificação e a lavagem de seus pés pelas águas do Verbo? João 13:4-9 

Jesus sabia que as sementes do orgulho espiritual a da ambição espiritual já haviam sido implantadas no coração de Pedro e o havia advertido: “Simão, Simão, eis que Satanás já recebeu autorização para vos peneirar como trigo!“ Lucas 22:31. 

Numa forte repreensão ao estado de consciência carnal de Pedro, Jesus virou-se para ele e disse: Para trás de mim, Satanás! Tu és uma pedra de tropeço, uma cilada para mim, pois tua atitude não reflete a Deus, mas sim, os homens”. Mateus 16:21-23

Este tocante episódio entre o discípulo e o seu Senhor nos deixa o legado de um ensinamento muito importante: Satanás ou qualquer membro da falsa hierarquia pode temporariamente manifestar-se através de qualquer pessoa, até mesmo de um devoto eleito. Isto se mostra verdadeiro, quer esteja o ser satânico no plano físico, quer no astral.

(Somos observadores de nossos pensamentos, e dependendo do nível de elevação da nossa consciência, estamos mais, ou menos, suscetíveis a observar pensamentos dos mestres ascensos, hierarquia divina, ou dos caídos, hierarquia das trevas; além de pensamentos de humanos captados pela proximidade de vibração.) 

Na sua admoestação final àquele que iria construir a Igreja sobre a rocha da Consciência Crística, Jesus disse: “Em verdade, em verdade te afirmo que antes que o galo cante, tu me negarás três vezes!” João 13:38. 

E três vezes perguntaram a Pedro: “Não és tu também um dos discípulos deste homem?” E três vezes ele negou o fato e disse: “Eu Não Sou!” 

Ele usou o nome de Deus “EU SOU” para negar o seu Senhor. Ele, em sua tripla negação, negou a si mesmo o poder dos céus manifestado na trindade da chama trina.

Ele julgou ser conveniente negar o seu Senhor para salvar a sua vida. Neste episódio, foram plantadas as sementes da politicagem pelo poder, que viria a infestar a Igreja através dos séculos. 

Agindo assim, ele perdeu o manto do Espírito do Cristo; e apesar de ter partido para conquistar na Matéria e finalmente ter sacrificado sua vida física, sendo crucificado em Roma, em nome do seu Senhor, ele não recebeu a veste da sua probidade (não ascensionou). Ele falhou no seu teste. 

Ele falhou em entregar totalmente a sua alma a Deus. Muitos, porém, que vieram depois dele para consagrar suas vidas ao testemunho de Cristo, dentro da Igreja, não falharam em seus testes. Eles não falharam em entregar totalmente suas almas a Deus.

Assim, aquele que procurou salvar sua vida, perdeu aquela vida. Apesar de Pedro ter mantido essa porção da Consciência Crística, que ele foi capaz de carregar, isso não foi o suficiente para transferir a integridade da chama de Cristo para a Igreja. 


O Espírito integral do Senhor sendo negado a Pedro, como a cabeça da Igreja, significa que ele foi negado ao povo como o corpo (da igreja). Esta negação do Espírito está refletida no ritual por vezes incompleto da Sagrada Comunhão.

Até os dias de hoje, é prática geral na Igreja Católica, que os comungantes recebam o pão (aspecto da Matéria), o corpo de Cristo, mas lhes é negado o vinho (o aspecto do Espírito), o sangue, a essência vital da vida, o espírito, e a mente de Jesus Cristo. 

Enquanto a mácula da consciência de Pedro nunca foi totalmente removida da estrutura da Igreja, a integridade - a onipotência, a onisciência e a onipresença - do Espírito, têm se manifestado na Igreja através da consagração individual das vidas dos santos, diretamente por Jesus Cristo. 

“A Companhia de Jesus”, tomada como um todo, e pesada na balança da Trindade encontra-se como a Igreja, em falta nesse Espírito.

Portanto, o manto espiritual do “momentum” de Jesus na hora da sua Ascensão, foi transferido para João, o Amado, quem realizou o plano interior da lei em amor, quem lançou as fundações de uma cristandade mística e quem escreveu o Livro do Apocalipse, como a mensagem eterna do seu Senhor aos cristãos de todas as eras vindouras, conquistando assim, sua ascensão na Ilha de Patmos.

Pedro, no entanto, reencarnou repetidas vezes, falhando a cada vez em perder sua vida em nome de Cristo. Como resultado do seu continuo comprometimento da verdade, Pedro, até este momento não fez sua Ascensão. 

E, pelas mesmas sementes de comprometimento, a Igreja, procurando salvar sua vida na Matéria, está perdendo sua vida em Cristo. Jesus perguntou: “Portanto, de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” Marcos 8:36 

Nós perguntamos: Será que a Igreja e a “Companhia de Jesus”, dentro da Igreja, ganharam o mundo inteiro e perderam suas próprias almas e a alma de Cristo?

Em cada encarnação subsequente, Pedro caiu na Linha da mente analítica, sacrificando o objetivo espiritual supremo, em prol do ganho material imediato. 

A negação de Pedro do seu Senhor, manifestou-se novamente na sua negação da Igreja do seu Senhor, quando, na pessoa do rei Henrique VIII da Inglaterra - porque agora era tanto conveniente quanto oportuno para a sobrevivência do seu ego e das suas indulgências sensuais - ele sancionou o divórcio, sob o pretexto de que ele pudesse vir a ter um herdeiro para o trono. 

Era inteiramente prático na sua mente empregar o meio de fundar a Igreja da Inglaterra e declarar-se seu chefe, para justificar o fim de salvar sua vida – a salvação da sua semente, para que na sua semente ele pudesse continuar a governar a Inglaterra.

A questão não era, no entanto, o divórcio: era o poder! Henrique VIII não podia, e não toleraria, que outro ser humano tivesse a autoridade para dizer-lhe o que ele poderia ou não fazer. 

Dispondo da autoridade temporal da coroa da Inglaterra, ele agora desejava igualmente o cetro da autoridade espiritual. Aquilo que ele perdeu como Pedro, ele procurou obter novamente como Henrique. 

Não possuindo as virtudes do auto sacrifício, da renúncia a Deus e do serviço à humanidade, ele procurou apoderar-se dos céus pela força. 

Mas isto ele não pode fazer. E nem ele nem seus sucessores jamais vestiram o manto do verdadeiro vigário de Cristo.

Os Senhores do Carma deram a alma de Pedro a oportunidade de equilibrar o carma da negação do seu Senhor, o carma de falhar em prestar testemunho do seu Senhor e de falhar por não ter permanecido ao Seu Lado na hora da Sua crucificação. 

Tivesse ele prestado testemunho da chama da verdadeira Igreja, tivesse ele disposto a perder sua vida de autoindulgência em nome de Cristo, ele teria preservado sua vida em Cristo e teria preservado a unidade, a integridade e a honra da Fé. 

Mas não, ele não quis; ele não quis. E, portanto, as táticas luciféricas de “dividir para conquistar”, insufladas no jogo da politicagem pelo poder entre a Igreja e o Estado, foram introduzidas e dividiram a casa do Senhor e a alma de Pedro.

E a Thomas More, meu compatriota na senda, ele legou a vida do mártir (uma das encarnações do mestre El Morya). Em benefício do seu próprio ego, ele estava disposto a sacrificar a vida daquele a quem ele mais amava; e aquele a quem ele mais amava estava inteiramente disposto, em seu amor por Deus, a perder sua vida em nome de Cristo (dando o exemplo a alma de Pedro).

(Para ver o filme completo da vida de Thomas More, (em inglês) “A Man For All Seasons” com Charlton Heston, versão indicada pela mensageira, entre no endereço: www.youtube.com/watch?v=Io8pDyalMps)

(Em português o filme se chama “O Homem Que Não Vendeu Sua Alma”, mas não encontrei completo no Youtube.)

Que as palavras deste verdadeiro santo da Igreja sejam inscritas no coração de todo Guardião da Chama: 

“Concedei-me, meu bom Senhor, um profundo desejo de estar Convosco; não para evitar as calamidades deste mundo maligno, nem tanto para evitar as dores do purgatório, nem as dores do inferno, nem tanto para obter as alegrias do Céu com referência a minha própria comodidade, mas pelo simples amor a Vós - Thomas More”.

Eu continuarei com a história da infâmia dos caídos. O pior ainda está por vir.

Kuthumi

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Ditado originalmente em inglês, dado a mensageira Elizabeth Clare Prophet 
Tradução e comentários entre (parênteses) de - Paulo R. Simões


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