Nicolas Roerich


Nikolai Konstantinovich Rerich como é pronunciado em russo, ou como o conhecemos no ocidente, na grafia inglesa, Nicholas K. Roerich nasceu em São Petersburgo, Leningrado, Rússia, em 09 de outubro de 1874 e fez sua passagem em 13 de Dezembro de 1947.

Seu pai, Konstantin Roerich, casou-se em 1860 com Maria Vasilievna Kalashnikova, com quem teve Lidia, Nicolas, Boris e Vladimir.

Nicolas foi batizado na Igreja Ortodoxa Russa, religião de sua mãe, de linhagem puramente russa.

Ele cresceu em uma família de classe média alta Russa com as vantagens de manter contato com escritores, artistas, e cientistas que sempre visitavam  sua família.

Nicholas foi um pintor, escritor, historiador, poeta e professor espiritual, líder intelectual e mensageiro dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca.

Educado no seio de uma família apologista da paz, interessava-se por literatura, filosofia, arqueologia e, especialmente, por arte.

A família de seu pai era de origem escandinava, e seu o sobrenome significa "rico em glória" remonta aos Vikings. Um dos primeiros Roerichs foi Cavaleiro Templário no século XIII, outros foram líderes políticos e militares, incluindo um oficial sueco que lutou na campanha russo-sueca contra 'Pedro, o Grande'. Seus descendentes, guardando sua fé luterana, se estabeleceram no noroeste da Rússia.

Já na juventude Nicolas mostrou ter muito interesse e talento para varias atividades. Quando tinha 9 anos de idade, um famoso arqueólogo veio para conduzir uma exploração na região e levou o jovem Roerich para as escavações do tumulo local.

A aventura de desvendar mistérios de esquecidas eras com suas próprias mãos, acenderam-lhe um interesse pela arqueologia que duraria a sua vida inteira.

 


A família Roerich, em 1880.
da esquerda para a direita: Maia Vasilievna,
Boris, Lidia, Konstantin Fyodorovich, e Nicholas

Através de outros contatos, ele desenvolveu interesses em colecionar artefatos pré históricos, moedas e minerais, e construiu seu próprio arboretum para estudos de plantas e arvores.

Ainda muito jovem Roerich mostrou uma particular aptidão pelo desenho, e quando atingiu a idade de 16 anos, começou a pensar em entrar para a Academia de Arte e seguir a carreira de artista.

Seu pai não considerava a pintura como sendo a vocação ideal para um responsável membro da sociedade, portanto, insistiu que seu filho seguisse seus passos nos estudos da lei. O compromisso foi atingido, e em 1893 Nicholas registrou-se simultaneamente na Escola de Direito da Universidade de São Petersburgo, na Faculdade de História e Filologia, na Academia de Artes e no Instituto de Arqueologia.

Quando menino, Nicholas foi cativado pela história de um viajante sobre Rigden Djapo, soberano em um reino místico, em Shamballa no Himalaya. Estas lendas antigas, contam sobre um tempo de problemas por vir, quando Rigden Djapo reunisse seus guerreiros de Luz e lutasse a vitoriosa batalha sobre o mal. Então uma nova era de paz começaria.

Quando Nicholas cresceu, ele concluiu seu sonho de explorar a Ásia e se tornar um Guerreiro de Luz. Liderou um longa e difícil expedição de cinco anos através da Ásia Central, sobre muitas das maiores e perigosas passagens através das montanhas. Enquanto viajava, ele trabalhou em centenas de pinturas, não obstante os terríveis obstáculos.

Durante sua vida, ele completou, cerca de sete mil trabalhos de arte.

Não só era Nicholas Roerich um corajoso explorador e um talentoso artista, como também um líder mundial em muitas profissões. Ele era um cientista que escreveu cerca de 30 livros e foi nomeado duas vezes para o premio Nobel da Paz pela Universidade de Paris, por seu trabalho de preservação cultural de instituições e monumentos históricos durante os tempos da guerra.

 


A Bandeira da Paz!

21 Nações assinaram um tratado garantindo a proteção dos museus, universidades, catedrais e livrarias que tremularam a bandeira da Paz que Nicholas desenhou. Teve o apoio veemente de Albert Einstein, H. G. Wells e Bernard Shaw. Clique para ver a página sobre o dia da Paz!

Este maravilhoso Guerreiro de Luz cresceu para se tornar um artista, explorador, autor, cientista, filosofo e pacifista mundialmente conhecido.

 

Nicholas, Helena, Yuri e Svetoslav
Helena Roerich

Depois de estudar na Rússia, prosseguiu seus estudos em Paris, e viajou através da Europa. Possuía uma memória fora-de-série. Casou-se com Helena, e tiveram dois filhos, Yuri e Svetoslav, pintor como seu pai.

A obra de Nicholas consta de 6000 pinturas, afrescos em Igrejas e Edifícios Públicos, desenhos para mosaicos e motivos arquitetônicos. Realizou a pintura de cenários e figurinos de várias óperas: de Wagner, Moussorgsky, Borondin, Rimsky-Korsakov, Ibañez, e Maeterlinck.

 

A Mãe do Mundo
Madonna Oriflamma

Trabalhou com Igor Stravinsky, na Sagração da Primavera, a qual teve a coreografia de Vaslav Nijinsky e música e argumento de Roerich, também criador do cenário e figurinos folclóricos, onde sua criação foi baseada no leitmotiv.

Como autor e erudito escreveu livros de Arte, Culturas, Filosofia e Humanitarismo. Publicou perto de 30 volumes, além de muitos ensaios e artigos.

Escreveu livros como “No Coração da Ásia”, e “Shambhala”, entre outras obras, que incluem poemas.

Como explorador e cientista, realizou pesquisa arqueológica e escavações na Rússia. Organizou e conduziu uma expedição de 5 anos a Ásia central (1924-1928). Em 1935, outra expedição, desta vez para a China, incluindo a Mongólia.

 

Helena Roerich

Na década de 20, a família Roerich mudou-se para Nova Iorque, nos EUA, onde, Nicolas e Helena fundaram várias instituições artísticas, culturais e de teosóficas.

Foi nesta cidade que o Mestre Ascenso El Morya Khan trabalhou com Nicholas e sua chama gêmea Helena, na publicação de diversas obras.

Helena Ivanovna Röerich, nascida na Rússia em 1879, fazendo sua transição em 1955, era cultora de sinceridade e da simplicidade, omitindo o quanto pode os dados referentes á sua biografia. Entretanto, como foi ensinado, pelas obras os discípulos poderão identificar o Mestre.

Helena recebeu de El Morya as mensagens que hoje constituem a Série Agni Ioga.

Uma das conseqüências das publicações da Série foi à imensa correspondência que passou a receber, a qual respondia com a maior atenção. Nela, continuaram ausentes as referências estritamente pessoais mas ficaram registrados muitos Ensinamentos e comentários esclarecedores sobre o Agni Ioga, a tal ponto que as cartas se tornaram uma referência muito especial para os estudantes da matéria: Diz Helena:

“A sinceridade e a simplicidade são dois poderosos imãs. A grande arte do relacionamento humano se baseia nelas. Poucos se dão conta da importância dessa arte, que é a base de toda construtividade e evolução. Esta arte esquecida, que requer tanta sensibilidade, atenção e síntese do espírito, deve ser introduzida na vida sem tardança. Ela é da realização mais essencial. Como podemos, sem ela, construir o Novo Mundo de Beleza e Cooperação?”

Também escreveu: “Sem aplicação á vida, o conhecimento não tem valor e não trará os resultados esperados" e mais: “O discípulo deve com seus pés e mãos construir seu caminho”.

Imagens lindas de homens e mulheres, verdadeiros criadores da cultura, passam diante de nós, e seria desejável reconhecê-las imediatamente, em vez de adiá-las incompreensível e desnecessariamente. Por que escondê-la nos arquivos até que se transforme em uma fantasia da imaginação popular? Aqui encontramos na figura contemporânea notável, uma destacada mulher russa. Revelando qualidades incomuns já na infância, ela é vista como uma garotinha carregando um pesado volume da Bíblia de Doré.

Curvando-se ao seu peso, escondendo-a dos adultos, ela levou o tesouro para observar as ilustrações e, finalmente (quando ela aprende a ler sozinha), estudar os testamentos. Muito cedo ela também tirou livros de filosofia da estante de seu pai. Em um ambiente aparentemente barulhento e perturbador, ela conseguiu desenvolver uma profunda contemplação da vida, como se já a possuísse há muito tempo.

A honestidade, a justiça, uma constante busca da verdade e amor ao trabalho criativo – tudo isto transformou realmente a vida ao redor do jovem e forte espírito. E toda a casa, toda a família passou a se comportar de acordo com os mesmos princípios benevolentes.

Todas as dificuldades e perigos eram suportados sob a mesma liderança estóica. O conhecimento acumulado e a aspiração á perfeição. davam uma solução vitoriosa aos problemas, o que levou as pessoas à sua volta na direção do caminho único luminoso.

Desenvolvia-se a mais ampla correspondência, livros eram escritos, trabalhos de muitos volumes traduzidos; e tudo isto era feito com espírito surpreendentemente infatigável. O Movimento das Mulheres, as pesquisas cosmológicas, o serviço á Ética Viva. Tudo isto pode-se encontrar em suas cartas aos amigos. Helena opôs-se à publicação de suas cartas, mas nós, seus numerosos amigos, temos trocado cópias que foram para nós suas indicações mais valiosas. Através da gradual publicação destas cartas, a amplidão do pensamento desta notável mulher russa será revelada.

Tanto na Rússia quanto no exterior, durante suas viagens pelo mundo, ela sempre se entregou a ambos os serviços tanto ao seu próprio país quanto à humanidade. Helena Röerich sempre sonhou publicar um livro valioso, um trabalho bibliográfico dedicado à mulher.

Mais do que tudo, ela nunca teve em mente qualquer afastamento do mundo, pelo contrário, ela sempre pensou na mais ampla e próxima cooperação, que removeria de vez as limitações convencionais da ignorância. Em uma de suas cartas, Helena Röerich responde às inquietações de alguns leitores quanto à proveniência desses ensinamentos e ao modo como foram escritos.

Esclarece que esses dados estão incluídos no texto, e que tais preocupações demonstravam a superficialidade com que á obra estava sendo lida. È que o valor de uma inscrição está na verdade transmitida e é reconhecida por si, pela vibração dela emanada, pelo impulso emitido ao interior de quem a contata.

Em muitos casos, o canal de captação, mero intermediário, deve permanecer temporária ou definitivamente anônimo, para não atrair sobre si a atenção a ser devotada ao ensinamento.

Sobre os livros da série Agni Ioga, Helena declarou que os livros chegariam às mãos certas, pois muitas almas esperam por luz e por novos valores diante da atual divulgação, confusa, de conceitos ditos esotéricos.

Helena Röerich, também orientou: “Temer os lobos significa privar-se de ir à floresta, deixar de colher seus frutos”.

Nas suas cartas, Helena Röerich esclareceu que as maiores calamidades não são as epidemias, mas sim as perversões psíquicas, condições em que as pessoas perdem a autoconfiança, excitam a mente no exercício de injúrias, odeiam o que está além da sua própria compreensão e, por fim, caem em estado de irresponsabilidade e depravação. Mas, segundo ela, as forças involutivas sempre acabam sendo canalizadas para o Bem pela Hierarquia espiritual, verdadeiro governo do mundo.

 


Nicholas Roerich
Mensageiro da Grande Fraternidade Branca
escrevendo uma mensagem de El Morya

Helena Roerich, também era mensageira dos Mestres Ascensos. Uma de suas missões foi traduzir parte da obra de Helena Blavatsky.

Fundaram a Sociedade Agni Yoga, que expôs a “ética viva”, compreendendo e sintetizando as filosofias e ensinamentos religiosos de todos os tempos.

A Sociedade Agni Yoga é uma instituição de ensino sem fins lucrativos, incorporada em 1946 sob as leis do Estado de Nova York, e é totalmente suportada por contribuições voluntárias e taxas de adesão.

Os objetivos da sociedade Agni Yoga estão incorporados na filosofia que lhe dá o nome - Agni Yoga. Assim como consta dos livros da série Agni Yoga publicados pela sociedade, neles se encontra uma síntese das antigas crenças orientais e pensamento ocidental moderno e uma ponte entre o espiritual e o científico.

 


Nicholas em viagem no Egito

Ao contrário de muitas escolas de yoga, criadas anteriormente, a Agni Yoga não é um caminho de disciplinas físicas, meditação ou o ascetismo, mas sim, de prática na vida cotidiana. É o yoga da energia ígnea, da consciência, de responsabilidade, do pensamento dirigido, do foco.

Ela ensina que a evolução da consciência planetária é uma necessidade premente e que, através da luta individual, é uma aspiração atingível para a humanidade.

Afirma a existência de uma Hierarquia de Luz atuando na Terra e o centro do coração como sendo o elo de contato com esta Hierarquia e inclusive com outros mundos distantes no cosmos.

Apesar de não ser sistematizada em um sentido comum, a Agni Yoga é um ensinamento que ajuda o aluno a descobrir um ideal moral e espiritual mais elevado pelo qual possa aprender a governar a sua vida, e assim, contribuir para o bem comum de todos. Por esta razão, a Agni Yoga tem sido chamado de "ética viva".

Falando sobre o papel do indivíduo na evolução espiritual humana, Helena Roerich escreveu: "O maior benefício que podemos contribuir consiste na ampliação da consciência e da melhoria e enriquecimento do nosso pensamento, que, juntamente com a purificação do coração, fortalece as nossas emanações. E, assim, aumentando as nossas vibrações, podemos restaurar a saúde de todos que nos rodeiam”

Apesar de não oferecer cursos ou estudos organizados, a Sociedade Agny Yoga publica muitos livros. No Brasil eles foram publicados pela Editora Avatar.

- Shambhala, em Busca da Nova Era.
- Aum.
- Coração.
- Cartas de H. Roerich Vol. I e II.
- Folhas do Jardim de Morya I e II.
- Fraternidade.
- Hierarquia.
- Crianças, Educação e Ética Viva.
- Infinito I e II.
- Mundo Ardente I, II e III.
- Nova Era Comunidade.


Helena e Nicholas

Os Roreich também fundaram em Nova York um novo Instituto das Artes Unidas.  Esse Instituto, que unia todas as artes, foi idéia de Roerich em 1910. Ele concretizou a idéia como diretor da Escola em São Petersburgo, na Rússia, quando trouxe para esta instituição cerca de 2.000 estudantes, a reputação de ter o mais adiantado sistema de educação artística. Muitas artes em uma só escola, algo inovador para a época.

O Instituto de Artes Unidas criado por ele na América cresceu rapidamente. Abriram-se várias seções de diferentes especialidades: artesanato, pintura, escultura, música, dança, arte lírica e drama. Foi criada uma seção de educação estética para crianças. Estes ideais de unir as artes, desde então se propagaram pelo mundo inteiro. Vejam que algo que hoje é comum em nossas vidas, veio através deste mestre, mensageiro dos mestres ascensos.

Nicholas Roerich

A terceira importante Instituição fundada por Röerich na América foi a “Corona Mundi (A Coroa do Mundo)”. Esta Instituição foi idealizada como um Centro Internacional, cuja tarefa deveria ser a de estabelecer a comunhão entre os povos por meio de cooperação cultural, isto é, ampliar a apreciação de arte, beleza e cultura entre os povos, e estabelecer em toda a corrente da vida contemporânea.
Para encorajar a compreensão mútua entre as Américas através das artes. 

A primeira Exposição Geral do Brasil foi aberta neste Centro Internacional durante o período de 11 a 30 de outubro de 1930, assim introduzindo nos Estados Unidos a primeira grande amostra de todos os aspectos da arte brasileira. Esta exposição era composta de noventa e três pinturas que abrangiam várias tendências de trabalhos de cinqüenta e dois artistas contemporâneos do Brasil, tais como: Di Cavalcanti, Cícero Dias, Guignard, Edson Motta, Teruz, Anita Malfatti e outros.


As Obras de Nicholas Roerich

Em 17 de novembro de 1923, em Nova Iorque, as pessoas que homenagearam o talento de Röerich, fundaram o Museu Röerich. Desde os primeiros dias, o Museu começou um grande trabalho educacional: palestras, concertos e exposições. Ele possui uma belíssima coleção dos trabalhos de Röerich.

As instituições fundadas por Röerich nos Estados Unidos tornaram-se grandes centros de cultura e uniram-se muitos trabalhadores da arte e cultura.

Por cinco anos a expedição Röerich viajou por toda a Índia, Tibet, Sikkim, Mongólia, Turkestão Chinês, Altai, etc. Muitos dos quadros que se vê no museu resultaram daquela expedição.

Depois de sua passagem pela América, em 1928, Nicolas Roerich estabeleceu-se na Índia. Ali fundou o Instituto Himaláico de Arqueologia.

Roerich faleceu em Punjab, na Índia. Foi cremado e suas cinzas espalhadas diante das montanhas que tanto amava e retratou em quase sete mil trabalhos.

A maioria das suas obras conserva-se hoje em museus europeus, como o Museu Nacional de Artes da Letônia e o Museu Nicholas Roerich em Nova Iorque.

Hoje, este maravilhoso personagem terreno, encontra-se nos planos da Luz etérea, Nicholas Roerich Ascendeu à posição de Mestre Ascenso da Grande Fraternidade Branca onde continua atuando pela Paz Mundial.

Texto do site: www.eusouluz.com.br
 

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